A minha pequena felicidade infantil: velhas e novas memórias!

Quando criança eu era feliz e não sabia. O que a mim parecia patético, hoje constato que é a mais pura verdade.

Lembro-me que ao voltar da escola, jogava a minha mochila na cama e saia imediatamente correndo para brincar com minha irmã e meus colegas de classe já que não havia tempo a perder.

Ao retorno, sentava-me ao redor da mesa na presença dos meus pais e a minha irmã para saborear os deliciosos pratos de  minha mãe. Conversamos sobre o nosso dia e, logo após, as tarefas domésticas eram divididas entre a gente. Era só terminar para logo voltarmos a brincar, e isso durava até o anoitecer.

Há ainda outras lembranças que me esquentam o coração, o cheiro de bolo recém-saído do forno com o café fresco da tarde, das partidas de cartas, de dominó aos finais de semana e das partidas de futebol de rua com os moleques do bairro. Quantas memórias maravilhosas eu carrego! E ainda, recordo-me de discussões inúteis sobre o que queríamos ser quando crescermos. Era um futuro tão distante que nem valia à pena.

Esta foto foi tirada em Amsterdam em 2017. Mesmo tendo crescido no Brasil, essa foto serve bem o propósito de representar o tema deste artigo. Ainda, este lindo casal está por toda parte no país.

Hoje, crescida estou e mesmo tendo realizado muitos dos meus sonhos, como me formar em jornalismo, viver no exterior e ter alguma experiência concreta de trabalho, lamento que a minha vida não seja tão fácil (ou óbvia) como era no passado. Brincar com meus amigos e me divertir não é mais uma prioridade e os momentos de alegria são limitados quando estamos submersos numa rotina cheia de responsabilidades e preocupações presentes e futuras.

Olhando para trás, percebo que o que me fazia feliz mesmo era a ausência da ideia de felicidade. Ela não se fazia necessária já que se fazia presente. O problema é que, ao crescermos, criamos essa obsessão quase que doentia por uma felicidade externalizada e plantada nas nossas mentes, praticamente inatingível.

É por essa razão que, cada vez mais, acredito que passar a vida em busca da felicidade é uma verdadeira perda de tempo. Atualmente, o que procuro é tirar o máximo proveito de cada experiência que a vida me oferece para que quando velhinha, nas minhas rugas estejam refletidas todas as lembranças inesquecíveis, como as que carrego hoje, a minha pequena felicidade infantil.

Foto: Duas jovens garotas riem felizes ao brincar no carrossel, em Paris, na França.  Foto tirada por Patricia Costa Freire.
Mesmo com 28 anos, não me envergonho de voltar a ser criança. Foto tirada em Paris, quando decidi tentar o famoso carrossel francês. Ainda bem que a minha amiga Claudia aceitou participar dessa pequena aventura. @paty_costa_freire

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